Tesouro…

Hoje apetece-me partilhar convosco algo diferente e pessoal. Uma fantástica obra deixada pelo meu avô materno, de quem não tenho nenhuma lembranças consciente por este ter falecido, tinha eu ainda uns fresquíssimos 2 anos de idade.

No entanto existem relatos que a minha mãe, tias e outros que privaram do seu convívio me transmitem, que me deixam a agradável sensação que este teria sido para mim certamente um maravilhoso avô e sobretudo amigo. Pessoa divertida e bem disposta embora doente no final da vida, deixa-me uma estranha e inexplicável saudade, devido a ausência de convivência. Estranhezas do mundo em que por mero acaso coabitamos.

Esta obra trata-se de um lustre que tenho orgulhosamente patente na minha sala de estar e que foi todo ele desenhado e construído pelo meu avô António Lino (António Fraquinho) para os mais chegados. Para ele aqui fica a minha homenagem e um grande até já camarada, que também o era.

Ofeliazinha

Devaneio de Ofeliazinha - a 20 Agosto, 2010 - às 11:02 pm em Devaneios com Comentário 1

Os apelos..

Na verdade as palavras que te digo estão longe de significar o que realmente sinto, são tímidos apelos que solto no vento na vã esperança de encontrar em ti uma reciprocidade que tarde ou nunca chegará.

Até já camaradas!!!

Ofeliazinha

Devaneio de Ofeliazinha - a 10 Agosto, 2010 - às 11:12 pm em Devaneios com Comentários 2

O querer…

Dizes-me que sim, que queres.

- Está bem. Mas queres como um avaro quer ao seu ouro, como uma mãe quer ao seu filho, como um ambicioso quer às honras, ou como um pobrezito sensual, ao seu prazer?
- Não? – Então, não queres.

Josemaría Escrivá

Devaneio de Ofeliazinha - a 5 Agosto, 2010 - às 4:49 pm em Pensamentos com Comentário 1

Terceiro plural

Haveis morrido,
morrido sozinha e perene,
haveis morrido,
morrido em mim,
jamais conseguirei sentir
a infância de silêncios
que ocultos
me morreram.
Haveis morrido,
morrido sozinha e transparente,
irrompida por poemas e
segredos que morrem,
morrem sozinhos e perenes.
Haveis morrido,
esperais sentada e assim
consumida por vozes e palavras
infinitamente infinitas
que, sem que as sintas,
te morreram.
Haveis morrido,
solenemente encarnado em
espíritos longínquos,
haveis morrido,
tempestades e sorrisos,
que caminham.
Haveis morrido,
por entre multidões
e vazios.
Assim.

Molero

Recordo António Feio como o mestre, actor e homem que era. Aqui num fantástico trabalho em “O que diz Molero” grande lição de teatro.

Até já António.

Devaneio de Ofeliazinha - a 4 Agosto, 2010 - às 9:26 am em Poemas de uma vida com Comentários 0

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O’Neill.

Devaneio de Ofeliazinha - a 13 Maio, 2010 - às 11:32 pm em Poemas de uma vida com Comentários 0

Feliz Páscoa

Coelhos e ovos, nunca percebia relação. Mas isso não é importante, o mais importante é desejar a todos uma Feliz Páscoa.

Até já camaradas!!!

Ofeliazinha

Devaneio de Ofeliazinha - a 3 Abril, 2010 - às 8:56 pm em Devaneios com Comentários 0

Rua Sésamo

sesamoHoje, assim como milhares de pessoas em todo o mundo, regressei um pouco à minha infância e recordei a rua sésamo e até cantarolei algumas musicas. Isto porque ao abrir o Google para pesquisar alguma coisa, reparei que o logótipo do mesmo estava recheadinho de bonecos da Rua Sésamo.

Parece que esta série infantil já está velhota e já completou os seus 40 anos.

Apesar de ter nascido nos EUA, quem não se recorda da série rodada em Portugal, com o Popas cor de laranja em vez de amarelo e alguns dos nossos actores, a fazerem parte do elenco junto com a bonecada toda. O Conde Contarrrrrr, o Becas, o Egas, o monstro das bolachas e o “bem encarado” do Ferrão.

Recordo-me que na altura em que via a série, tive um gato a quem chamei, Becas. Penso que muitas pessoas por todo o mundo tenham crescido com estas personagens e que hoje, estas façam parte do seu imaginário. Tenho pena que já não passe actualmente na televisão, pelo menos não tenho conhecimento, gostaria que a minha filha visse, pois além de ser engraçado é útil e decididamente muito mais didáctico, que a maioria das séries de animação, transmitidas actualmente para as crianças.

Um destes dias vou tentar encontrar DVD’s ou algo assim em português e passá-los para ela ver, aposto que vai gostar, assim como eu, o pai, os tios, primos, vizinhos e por aí fora.

Até já camaradas!!!

Ofeliazinha

Devaneio de Ofeliazinha - a 10 Novembro, 2009 - às 10:09 pm em Devaneios com Comentários 3

O que Me Dói não É

O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão…

São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.

São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.

Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”

Devaneio de Ofeliazinha - a 27 Outubro, 2009 - às 10:21 pm em Poemas de uma vida com Comentários 0

Estes dias….

fomeDia Mundial da Alimentação, o que dirão os que ainda não comeram hoje? Não por não quererem, mas por não terem.

Se este dia serve de alguma coisa, que sirva para relembrar a alguns que a fome existe, é real.  Certo que não podemos alimentar todos os que passam fome neste mundo, mas pelo menos tenham vergonha e não desperdicem. Não encham o prato que não vão despejar e não encham o frigorífico para depois despeja-lo para o lixo.

Até já camaradas!!!

Ofeliazinha

Devaneio de Ofeliazinha - a 16 Outubro, 2009 - às 8:48 pm em Devaneios com Comentários 0

De novo ele…

outonoLembro-me dos meus tempos de infância
Este dia era sempre especial
A nova estação que chegava,
Era sempre um motivo para um desenho.
Quando saía de casa pela manha,
Como que por magia, todas as árvores da cidade
Pareciam cobrir-se de um castanho e amarelado,
Como nunca antes visto,
Algo dourado e fabuloso
E a própria manhã tinha um húmido e um fresco inconfundíveis.
Ao chegar à escola toda aquela lembrança,
Ainda guardada na retina,
E na alma
Transformavam-se num não muito belo desenho
Mas que eu com todo a paixão e alegria,
Coloria com os maravilhosos tons
Do Outono.
Ao fim do dia regressava a casa
E oferecia mais o meu desenho
À minha mãe e ao meu pai
E eles ficavam com um sorriso radiante.
Hoje ainda recordo alguns dos meus desenhos
Muitos ainda os faço, mentalmente
E no meu coração guardo sempre
O sorriso de Outono dos meus pais.

(in ofeliazinha.weblog.com.pt 2006)

Até já Camaradas!!!

Ofeliazinha

Devaneio de Ofeliazinha - a 22 Setembro, 2009 - às 11:52 pm em Devaneios com Comentários 3